A “Esquerda e Direita” de Rothbard: Quarenta Anos Depois

Agora, acho que a palavra "capitalismo", se utilizada com o significado que a maioria das pessoas dá a ele, é um termo de pacote fechado. Por "capitalismo", a maioria das pessoas não quer dizer nem o livre mercado simpliciter, nem o predominante sistema neomercantilista simpliciter. Antes, o que a maioria das pessoas quer dizer com "capitalismo" é este sistema de livre mercado que atualmente prevalece no mundo ocidental. Em suma, o termo "capitalismo", como é geralmente usado, esconde uma suposição de que o sistema predominante é um livre mercado. E, uma vez que o sistema predominante é, na verdade, de favoritismo governamental em relação às empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favoritismo governamental em relação às empresas.

A teoria de propriedade rousseauniana de Kant

Concordo com o Dr. White de que os princípios básicos que Kant defende – especificamente, a proibição de tratar pessoas como meros meios – o conscreve a uma política, em geral, libertária, e que o filósofo segue as implicações dessa defesa em medida razoável. Contudo, estou menos convencido pelas tentativas de White de diminuir a centralidade de alguns desvios de Kant dessas implicações.

Kant: Liberal, iliberal ou ambos?

Já que é possível que pensadores cometam erros ao derivar implicações práticas de seus princípios, a questão “quão bom como liberal clássico é Kant?” deve ser diferenciada da questão “quão boa é a fundação para o liberalismo clássico que a filosofia de Kant fornece?”

Ética Kantiana e Libertarianismo

Immanuel Kant (1724-1804) foi um dos filósofos mais influentes de todos os tempos. Seu trabalho foi tanto exemplar do Iluminismo quanto, em alguns aspectos, profundamente crítico dele. Ele fez contribuições importantes a todos os principais subcampos da filosofia, e poucas investigações filosóficas desde seu tempo foram capazes de contornar as questões que ele levantou. Resumir o trabalho de tal figura pode ser difícil, mas deve-se dizer primeiro que Kant era acima de tudo um defensor da livre investigação e do poder da razão humana. Embora ele identificasse certos tópicos particulares sobre os quais acreditava que a razão era obrigada a permanecer em silêncio, ele não negou o poder dela em nenhum outro caso. Pelo contrário, afirmou-a.

Intuicionismo ético e Libertarianismo

Sou um defensor de duas visões filosóficas controversas: a intuição ética e o libertarianismo. O intuicionismo ético é uma teoria geral sobre a natureza dos valores e nosso conhecimento. A teoria é logicamente consistente com quase qualquer visão moral ou política. No entanto, certas visões éticas são especialmente naturais para um intuicionista manter. Além disso, essas visões éticas se encaixam naturalmente na filosofia política libertária. Então, embora eu não afirme que o libertarianismo possa ser derivado do intuicionismo ético, penso que o intuicionismo libertário é uma posição muito natural e coerente. No que se segue, pretendo explicar por quê.

Mãos Invisíveis e Encantamento: A Mistificação do Poder do Estado

Quando, na teoria social libertária, são invocados mecanismos de mão invisível ou ordem espontânea, eles são apresentados, costumeiramente, como uma alternativa benigna ao poder do Estado. No entanto, há motivos para acreditar que o próprio poder do Estado igualmente depende, para sua manutenção, de mecanismos de ordem espontânea.

O Anarquismo de Mercado como Constitucionalismo

A suposição confusa de que um framework legal deve (ou sequer pode) ser externo ao que ele constringe tende a tornar a estrutura política invisível, exceto na medida em que ela é efetuada nas instituições familiares do monopólio estatal. E isto, por sua vez, ajuda a explicar o que os anarquistas frequentemente acham intrigante: a saber, a tendência entre não-anarquistas a tratar uma única instância malsucedida e indesejável de uma sociedade sem Estado como uma refutação do anarquismo per se - ao passo que ninguém considera uma única instância malsucedida e indesejável de um Estado como uma objeção decisiva contra o Estado como tal.

Eugenia e economia na Era Progressista

Durante a Era Progressista, as abordagens eugênicas à reforma social e econômica eram populares, respeitáveis e generalizadas. Este ensaio documenta a influência das ideias eugênicas sobre a reforma econômica americana, especialmente nas áreas de imigração e reforma trabalhista, e tenta esclarecer algumas de suas causas e consequências. Embora nosso enfoque seja sobre economia, a eugenia serviu não menos, e possivelmente mais, a estudiosos de outras ciências emergentes da sociedade, especialmente sociologia e psicologia.

Por que as línguas morrem?

A história dos idiomas do mundo é, em grande parte, uma história de esquecimento e declínio. Em torno de 8000 a.C, os linguistas estimam que existiam mais de 20.000 idiomas. Hoje, o número está em 6.909 e caindo rapidamente. Em 2100, é bem realista esperar que metade desses idiomas esteja extinto, seus últimos falantes mortos, suas palavras talvez registradas em um arquivo empoeirado em algum lugar, mas, provavelmente, completamente não documentadas.

Os fins justificam os meios?

Embora eu ignore qual seja a "sociedade melhor" que todos os revolucionários têm em mente e que geralmente, como demonstra a história, jamais conseguiram realizar, de uma coisa estou absolutamente certo: uma sociedade, qualquer que seja ela, para ser melhor do que a nossa, deverá ser menos violenta, até o limite do total desaparecimento da violência. Neste sentido e apenas neste se pode falar ajuizadamente de "extinção do Estado". Creio firmemente que enquanto os homens não conseguirem encontrar uma forma de desistir da violência para resolver seus conflitos, e não encontrarem uma forma de conviver sem recorrer à violência, quer se trate da violência das instituições, quer da violência daqueles que tentam destruir essas mesmas instituições, o curso da história continuará a ser o que sempre foi, ou seja, uma monótona e quase obsessiva tragédia de lágrimas e de sangue. Creio firmemente que o único e verdadeiro salto qualitativo da história humana é a passagem não do reino da necessidade ao reino da liberdade, mas do reino da violência ao reino da não-violência.