Pluralismo moral e Libertarianismo

Teorias pluralistas sustentam que existe uma multiplicidade de deveres e valores morais básicos, e esses deveres e valores não podem ser subordinados sob um princípio. Para os pluralistas, a moralidade não é uma coisa só. Esses princípios podem entrar em conflito uns com os outros. Agir sobre eles, aplicá-los e resolver conflitos requer um bom julgamento, mas nenhuma outra teoria fornece princípios precisos sobre como resolver o conflito ou substituir o bom senso. Em qualquer situação, há uma questão real sobre como resolver conflitos, mas não há um algoritmo para determinar essa verdade.

O bom senso me fez um pacifista

Algumas definições de pacifismo especificam oposição a qualquer forma de violência, até mesmo autodefesa, mas isso pra mim é muito amplo. Eu não sou um pacifista porque me oponho à autodefesa, mas porque é praticamente impossível lutar em uma guerra em autodefesa. Mesmo se militares deliberadamente tentarem não atingir civis, eles certamente vão colocar suas vidas em perigo. Se um policial lutar contra o crime da forma como a qual exércitos "civilizados" fazem guerra, nós o colocaríamos na cadeia.

Objetivismo e Libertarianismo

Por "capitalismo", Rand considera "um capitalismo laissez faire pleno, puro, descontrolado e desregulado - com uma separação entre Estado e economia, da mesma forma e pelas mesmas razões que a separação entre Estado e Igreja". A interferência do Estado em questões religiosas e a interferência da religião em questões de Estado levaram à corrupção do Estado e da religião, de modo que a interferência do Estado em questões econômicas e o lobby empresarial por favores especiais levaram à corrupção da política e dos negócios.

A Natureza da Lei – Parte III e IV

Na Parte I, eu defini lei como “a instituição ou conjunto de instituições numa sociedade que adjudica alegações conflitantes e garante conformidade numa maneira formal, sistemática e ordeira”.

Deveria agora estar claro que eu estava definindo lá a lei positiva, não a Lei no sentido estrito e tradicional discutido aqui. Um dos meus objetivos principais nas Partes I e II foi argumentar em favor de um tipo específico de sistema legal positivo – o anarquismo de mercado – como tanto moral quanto utilitariamente superior a outros sistemas. Minha conclusão lá pode ser agora reformulada do seguinte modo: o anarquismo de mercado é a variedade de lei positiva mais de acordo com a Lei em seu sentido apropriado.

Mas qual é a relação precisa entre a lei positiva e a Lei propriamente dita? À essa questão eu me volto agora.

A Natureza da Lei – Parte I e II

Lei pode ser definida como a instituição ou conjunto de instituições numa sociedade que adjudica alegações conflitantes e garante conformidade numa maneira formal, sistemática e ordeira. A lei assim definida é uma espécie de ordem social, mas não sua totalidade; existem também mecanismos menos formais para manter a ordem social. De fato, a maior parte da cooperação na sociedade depende de ordem informal ao invés da lei.

Por que uma lei objetiva requer a anarquia

E como os economistas austríacos, Ludwig von Mises e Friedrich A. Hayek mostraram, este argumento se aplica ao mercado de bens e serviços, tanto quanto para o mercado de ideias; a concorrência é um processo de descoberta, uma importante fonte de informação, mas uma na qual os dados se tornam progressivamente menos confiáveis assim que estão sob a direção e o controle de um Estado centralizado. Se isto é verdade para ideias, bens e serviços, por que não seria para uma lei também?

A “Esquerda e Direita” de Rothbard: Quarenta Anos Depois

Agora, acho que a palavra "capitalismo", se utilizada com o significado que a maioria das pessoas dá a ele, é um termo de pacote fechado. Por "capitalismo", a maioria das pessoas não quer dizer nem o livre mercado simpliciter, nem o predominante sistema neomercantilista simpliciter. Antes, o que a maioria das pessoas quer dizer com "capitalismo" é este sistema de livre mercado que atualmente prevalece no mundo ocidental. Em suma, o termo "capitalismo", como é geralmente usado, esconde uma suposição de que o sistema predominante é um livre mercado. E, uma vez que o sistema predominante é, na verdade, de favoritismo governamental em relação às empresas, o uso comum do termo carrega consigo a suposição de que o livre mercado é o favoritismo governamental em relação às empresas.

Os muitos monopólios

Nós, libertários, defendemos a liberdade econômica, não as grandes empresas. Defendemos mercados livres, não a economia corporativa. Como seria uma sociedade baseada em mercados liberados? Sem dúvida, totalmente diferente dos mercados controlados que temos hoje em dia. Mas com que frequência ouvimos que o desemprego em massa, as crises financeiras, as catástrofes ecológicas e o status quo econômico resultam da voracidade dos “mercados desregulados”? Como se estivessem por toda a parte!

Ética da virtude e Libertarianismo

A tarefa deste capítulo é argumentar que uma fundação moral para o libertarianismo pode ser encontrada na ética da virtude. Para fazer isso, devo classificar o tipo de ética da virtude que mais se presta a esse tipo de relação justificatória, porque existem muitos tipos diferentes. E devo deixar claro o que quero dizer com “libertarianismo”, porque aqui também há uma pluralidade de entendimentos, e alguns deles tornarão esse relacionamento justificatório mais plausível do que outros.

Rawlsianismo e Libertarianismo

Neste capítulo, vou me concentrar em explicar as defesas tomasianas e gausianas do liberalismo clássico comparando-as com as abordagens de Rawls em A Theory of Justice e Political Liberalism, respectivamente. Tomasi segue mais diretamente Rawls, enquanto as primeiras versões de Gaus da razão pública liberal antecedem Political Liberalism, mas mostram fortes semelhanças com a abordagem rawlsiana. No final, vou explorar sua compatibilidade.